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Exportação de Tapioca: da tradição ao mercado internacional

O Brasil, possui ao longo de sua história, um papel importante na exportação de mercadorias regionais ou voltadas para o setor agrícola e alimentício. Agora, mais um produto tipicamente brasileiro passa a compor a lista de interesses internacionais para compra: a Exportação de Goma de Tapioca.

Ocorre que, o alimento tradicionalmente consumido pelos índios da Amazônia Oriental e que conquistou o paladar dos brasileiros, nos últimos anos, passou a chamar atenção no comércio internacional por se apresentar como um alimento saudável, que não possui glúten e permite uma variedade de receitas.


A evolução da tapioca no mercado internacional


A Tapioca é um dos pratos típicos da Região Nordeste e seu nome é derivado da palavra tipi’óka que remete ao amido (sua matéria prima principal) na linguagem Tupi-guarani. No entanto, a popularização do prato ocorreu com a descoberta, pelos portugueses, de que a iguaria poderia ser utilizada para substituir o pão, o que é feito desde então.


A comida ficou tão famosa no Brasil, que alguns dicionários informais já incluem o termo “Tapiocano”, que seria o um momento de confraternização onde os envolvidos compartilham o momento de saborear uma Tapioca com alguém.


No comércio internacional, a tapioca é procurada por brasileiros que passaram a residir no exterior, no que é conhecido como “Mercado da Saudade”. Esse nicho de consumo surgiu para suprir a falta que algumas mercadorias e serviços nacionais fazem para quem está em outro país.


A esse respeito, ainda em 2016 o Ministério das Relações Exteriores (MRE) estimava que mais de 3 milhões de brasileiros estavam vivendo fora do Brasil, dentre eles, mais de 20 mil micro e pequenos empreendedores estão espalhados pelo mundo. Assim, o investimento no chamado “Mercado da Saudade” mostra-se muito vantajoso para produtores alimentícios.


No mercado de produtos saudáveis, a Tapioca também se destaca e tem sido recomendada por nutricionistas, uma vez que, apresenta-se como um produto versátil, com baixo teor calórico, rico em carboidrato, potássio e vitamina K. Além disso, também é um alimento indicado para celíacos (intolerantes à glúten) já que é livre da substância.


Inclusive, algumas empresas farmacêuticas têm investido no alimento como uma alternativa para os medicamentos que contêm cápsulas de origem animal. Ocorre que, com o crescente interesse em estilos de vida favoráveis ao meio ambiente, o público vegano tem buscado a redução de consumo de produtos de origem animal, mesmo quando se trata de medicamentos.


Nesse cenário, as Tapiocaps (Cápsulas feitas com a Tapioca) tem ganho destaque nas farmácias de manipulação e apresentam diversos benefícios ao comparada com as demais, já que, são livre de matéria-prima geneticamente modificada, satisfaz as exigências alimentares e são absorvidas com maior rapidez pelo organismo.


Assim, a exportação de tapioca pode ser inserido em diversos tipos de mercado no âmbito internacional e com o avanço das ferramentas de comunicação e publicidade a divulgação tem sido facilitada na maior parte dos países do mundo.


A Exportação da Tapioca em números


Segundo o Comex Stat, em 2020, cerca de 3 toneladas de Tapioca foram exportadas, englobando seus diferentes formatos (goma, fécula, granulada, etc). Além disso, a perspectiva é de um mercado em crescimento, uma vez que, os números trazem um aumento consecutivo desde 2018, apesar das instabilidade comercial ocorrida no contexto pandêmico (Pandemia do Covid-19).


Além disso, de acordo com o TradeMap, o SH: 110620, código que descreve os produtos que englobam farinhas, sêmolas e pós, de sagu, das raízes ou tubérculos, para o Sistema Harmonizado Mundial, também evidencia um crescimento das exportações brasileiras, desde 2013, no setor. A esse respeito também, destaca-se que o Brasil em 2016 já ocupava o 6º lugar no ranking de maiores exportadores desse SH, perdendo somente para Tailândia, Peru, Vietnã, China e Estados Unidos.

Dentre os nomes da exportação brasileira, temos o caso da Casa Mani, que é uma empresa de pequeno porte, do interior de São Paulo que tem exportado a tapioca para o Japão, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Austrália e Nova Zelândia. Atualmente, cerca de 12% da produção da empresa já é enviada para outros países do mundo e o faturamento anual da marca é em média R$20 milhões.

Como faço para exportar tapioca?


Como foi visto anteriormente, o interesse na exportação da tapioca tem crescido nos últimos anos. Nesse contexto, para fazer uma inserção assertiva no comércio internacional da Tapioca, é preciso buscar os países onde o consumo do produto encontra-se em ascensão e os gastos de taxação, transporte e documentação são favoráveis para o exportador brasileiro.


Adicionalmente, tendo em vista que a Tapioca é um produto que enquadra-se no “Mercado da Saudade”, investir nesse nicho permite a venda com um maior valor agregado, uma vez que ela deixa de ser comum na região, sendo encontrada somente em locais específicos.

Com isso, o planejamento da exportação e a busca por parceiros internacionais interessados no produto é de extrema importância para garantir a continuidade da internacionalização e o aumento da lucratividade no comércio desse produto.


Pensando nessas questões, a Xport Jr. Consultoria e Suporte Internacional oferece soluções voltadas à Análise de Mercado, o Planejamento de Exportação e a Prospecção Internacional, garantindo que o exportador conheça os mercados mais favoráveis, reúna as documentações necessárias e estabeleça parcerias antes de realizar o processo logístico.


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